Levante o dedo quem nunca foi parar à prisão? Ou ficou furioso porque teve de descer 30 casas no “Snakes e Ladders” (ou jogo da Glória). Ainda hoje por vezes se diz “Passa pela casa partida sem receber os 2.000$ (eu sou do tempo do escudo). Os jogos de tabuleiro viveram desde sempre nas estantes, já para não falar das Damas ou do Xadrez ou Gamão.
Mas não é destes jogos que falo. Aliás, infelizmente para o mercado de Boardgames (é assim que o anglicismo funciona) ainda há muita desinformação sobre este tipo de jogos.
Para termos uma ideia, na página https://boardgamegeek.com existem cerca de 120.000 jogos lançados ou a lançar. Fora expansões ou variantes.
Os jogos de tabuleiro podem ser competitivos ou cooperativos, podendo ir de 1 a dezenas de jogadores.
Podem ser jogados fisicamente ou digitalmente, como em portais como o https://boardgamearena.com onde jogadores de todo o mundo, investem alguns minutos, ou horas a jogar uns com os outros.
Há jogos de cartas, de gestão de recursos, colocação de trabalhadores, de luta, de pistas, de estratégia mais profunda, de comércio, o rol é enorme.
Ao longo destes últimos meses, com o distanciamento, vemos muitas imagens sobre Team Building remoto, com Show Cooking, Escape Rooms, espetáculos de artistas.
Ora, os boardgames podem ser catalisadores de novas formas de interação, colaboração, aprendizagem, quebra-gelo.
– Podem ser jogados remotamente por pessoas de várias áreas;
– Há portais (como o referido) onde podemos escolher o tempo, o jogo, aprender as regras e há torneios;
– Desenvolve o espírito de equipa e também a competição, com regras explícitas, definidas, desenvolvendo argumentos e estratégias que podem ser comuns;
– Auxilia a mentalidade de resolução de problemas e criatividade;
– Fomenta em casa o jogo lúdico com a família, porque há jogos vocacionadas para determinadas idades, mecânicas, número de jogadores.
Apesar de ter ganho muitos jogos de Monopólio, a lógica “cut throat” em que a partir de um determinado momento muitos jogadores perdiam o interesse e confiava muito na sorte, não me atrai há muito.
Como curiosidade na Europa, depois do sucesso do Catan há 25 anos, cresceram ainda mais os Eurogames, jogos onde múltiplas formas de acumular bónus e pontos, e onde todos os jogadores podiam desenvolver a sua estratégia, e terminar com possibilidades de ganhar. A Alemanha, país onde jogar este tipo de jogos é rotina, desenvolveram jogos com pouco ou nenhum combate, como resultado de uma lógica educacional menos belicista, no seguimento das Guerras Mundiais. Os Estados Unidos criaram os Monopólios e Jogos da Vida para perpetuar o “American Way of Life”.
Vou cometer enormes injustiças porque vou deixar centenas de bons casos de fora. Mas se fosse responsável de RH numa empresa com alguns colaboradores e conhecesse ou quisesse conhecer mais sobre este passatempo que pode ser muito rico começava por:
Como disse é muito injusto ficar por aqui, mas é um início.
Mas o potencial é imenso, não apenas para criar espírito de equipa, como fomentar criatividade e cooperação e dar a conhecer outras alternativas a ações já realizadas.
Bons jogos de tabuleiro (ou cartas, vá) e até (muito) breve.
Ficam aqui alguns exemplos retirados do site coogame.com, fnac.pt, e Uol.com.br (Terraforming Mars, Hanabi, Magic Maze, foto de destaque Sagrada)
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