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Como preparar a acreditação de um evento para 1.000 participantes

Num evento com 1.000 participantes, uma acreditação eficiente não depende apenas da rapidez com que conseguimos ler um QR Code.

A experiência começa antes da chegada ao local e resulta da combinação entre comunicação, tecnologia, organização da informação e um briefing simples para a equipa de acolhimento.

Quando, além do check-in, é necessário entregar diferentes pulseiras e comunicar uma solução de partilha de fotografias, cada decisão pode ter impacto no tempo de atendimento e na experiência dos participantes.

O QR Code deve estar facilmente acessível quando o participante chega

Um dos principais objetivos antes do evento é garantir que o maior número possível de participantes chega ao espaço com o seu QR Code pronto a apresentar.

O email continua a ser um canal importante para comunicar informação mais completa sobre o evento. No entanto, quando pretendemos facilitar o acesso imediato ao QR Code, o SMS pode ser particularmente eficaz como canal complementar.

Uma mensagem curta, enviada próximo da data do evento, permite colocar diretamente no telemóvel do participante o link ou a informação necessária para apresentar o seu QR Code na acreditação.

O objetivo operacional é simples:

menos pesquisas no email → menos participantes à procura da confirmação → menos tempo no balcão → maior fluidez na entrada.

Num evento com centenas ou milhares de participantes, alguns segundos poupados em cada interação podem fazer uma diferença significativa durante o período de maior afluência.

O SMS pode começar a experiência antes do evento

O mesmo canal pode ser utilizado para mais do que disponibilizar o QR Code.

Se o evento disponibilizar uma aplicação ou plataforma para partilha de fotografias entre participantes, comunicar essa possibilidade apenas no momento da acreditação pode ser demasiado tarde.

A participação começa antes da chegada.

Um SMS enviado previamente pode apresentar a iniciativa de forma simples e incluir um link direto para acesso à plataforma de fotografias.

Desta forma, quando o participante chega ao evento, a solução já lhe é familiar e pode até já ter sido utilizada.

A comunicação presencial deixa de ter de explicar todo o processo e passa apenas a reforçar uma mensagem previamente recebida.

Esta abordagem tem outra vantagem: retira informação do momento mais crítico da acreditação.

Se cada hospedeiro tiver de explicar durante 20 ou 30 segundos como funciona uma aplicação a cada participante, o impacto acumulado numa operação para 1.000 pessoas pode ser significativo.

Na acreditação, mobilidade pode ser mais importante do que o tamanho do ecrã

Os tablets são frequentemente associados aos processos de acreditação eletrónica. Têm ecrãs maiores e são adequados para operações em balcão ou para situações em que é necessário consultar mais informação.

Mas nem sempre são a melhor escolha.

Quando os hospedeiros precisam de circular, ler QR Codes e entregar pulseiras, um smartphone pode ser operacionalmente mais eficiente.

É mais leve, pode ser utilizado confortavelmente com uma mão e permite que o hospedeiro se movimente entre participantes sem ficar dependente de um balcão.

Num fluxo simples, o ecrã não precisa de apresentar dezenas de campos.

Precisa de mostrar a informação certa, de forma imediata.

O ecrã deve dizer claramente qual a pulseira a entregar

Imaginemos que existem diferentes tipos de participantes identificados através de pulseiras de cores distintas.

Depois de ler o QR Code, o hospedeiro não deveria ter de interpretar categorias, consultar listas ou memorizar regras.

O sistema pode apresentar diretamente:

CHECK-IN EFETUADO

PULSEIRA: VERDE

ou:

PULSEIRA: AZUL

A informação necessária para a decisão operacional fica imediatamente visível.

O princípio é simples:

Quanto menos informação o hospedeiro tiver de interpretar, mais rápido e consistente será o processo.

A base de dados pode conter nome, empresa, categoria, tipo de participante e muitos outros campos. Mas isso não significa que todos devam aparecer no momento do check-in.

Se naquele momento a ação necessária é entregar uma pulseira verde, “Pulseira: Verde” pode ser o campo mais importante de todo o ecrã.

Tecnologia simples exige um briefing simples

Uma boa solução tecnológica não elimina a necessidade de preparar a equipa.

Pelo contrário: deve permitir que o briefing seja muito curto.

Para uma operação deste género, o hospedeiro deve conseguir compreender rapidamente:

1. Receber o participante e pedir o QR Code.

2. Ler o código com o smartphone.

3. Confirmar que o check-in foi efetuado.

4. Ver no ecrã a cor da pulseira.

5. Entregar a pulseira correspondente.

6. Relembrar, quando adequado, a solução de partilha de fotografias.

E existe uma regra adicional particularmente importante:

não tentar resolver todas as exceções na fila principal.

Se o QR Code não funcionar, o participante não estiver na lista ou existir uma situação que exija análise, esse caso pode ser encaminhado para um ponto de apoio.

O fluxo principal deve permanecer simples e rápido.

O briefing deve também explicar o que não fazer

Num evento com vários hospedeiros, consistência é tão importante como velocidade.

A equipa deve saber antecipadamente como proceder perante situações como:

  • participante sem QR Code;
  • QR Code que não é reconhecido;
  • participante que não consta da lista;
  • dúvida sobre a pulseira a entregar;
  • inscrição ou alteração de última hora.

Um briefing claro evita que cada elemento da equipa crie a sua própria solução durante o período de maior afluência.

Idealmente, a resposta às exceções deve ser tão simples quanto o processo normal:

“Se acontecer X, encaminhar para Y.”

Preparar para o pico, não apenas para o número total

Ter 1.000 participantes inscritos não significa que 1.000 pessoas vão chegar simultaneamente.

O verdadeiro desafio é perceber quantas pessoas podem chegar no período de maior concentração.

Se uma parte significativa dos participantes chegar nos 20 ou 30 minutos anteriores ao início do evento, é para esse período que a operação deve estar dimensionada.

É aqui que todas as pequenas decisões anteriores se combinam:

QR Code já disponível no telemóvel + smartphone fácil de manusear + leitura rápida + indicação imediata da pulseira + briefing simples = menor tempo médio por participante.

O objetivo não deve ser acrescentar tecnologia à entrada.

Deve ser retirar atrito.

A acreditação começa antes de abrir as portas

Uma operação de acreditação para 1.000 participantes não começa quando chega a primeira pessoa.

Começa na preparação da base de dados, na definição dos diferentes perfis, na atribuição das pulseiras e na forma como comunicamos previamente com os participantes.

O envio do QR Code por SMS pode facilitar a chegada. A comunicação antecipada da plataforma de fotografias pode aumentar o envolvimento e evitar explicações demoradas na entrada. A utilização de smartphones pode dar maior mobilidade à equipa. E apresentar diretamente a cor da pulseira transforma informação existente na base de dados numa instrução operacional clara.

A tecnologia tem maior valor quando torna o trabalho das pessoas mais simples.

E, numa acreditação de grande dimensão, simplicidade para o participante e simplicidade para a equipa são duas partes do mesmo processo.


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